Vision EQXX, o Mercedes com painéis solares e interiores feitos com extratos vegetais
É verdade. O protótipo mais recente da marca alemã promete uma autonomia de pelo menos mil quilómetros com apenas uma única carga de bateria. Além disso, conta com painéis solares no tejadilho e resíduos de aterro na sua estrutura. Mais amigo do ambiente é impossível.
Foi na edição de 2022 da Feira Eletrónica de Las Vegas, que aconteceu há uns dias, que a Mercedes-Benz fez as delícias dos entusiastas de automóveis ao apresentar o seu protótipo mais recente, o Vision EQXX.
Segundo a marca alemã, o automóvel do futuro demonstra quão eficiente, sustentável e luxuosa pode ser a mobilidade elétrica. E não é para menos. Graças ao design aerodinâmico, que liga muito bem com as linhas futuristas, o Vision EQXX conta com um alcance de mil km com apenas uma única carga de bateria, o que equivale a um consumo de menos de 10 kWh de energia por 100 km, com base nos testes que a Mercedes simulou em computador. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, não existe nenhum EV no mercado dos EUA que consiga tal feito. É quase caso para se dizer que é um carro de outro mundo. Para além de ser atrativo ao olhar, o seu design permite um coeficiente de arrasto de apenas 0,17 Cd, enquanto o Mercedes EQS tem de 0,20 e o Porshe 911 Turbo tem de 0,33.
Ver esta publicação no Instagram
O protótipo foi concebido para ser o mais leve possível. A bateria tem metade do tamanho e é 30% mais leve que a dos Mercedes EQS, armazenando, no entanto, a mesma quantidade de energia. As jantes são feitas de magnésio de baixo peso, os discos dos travões em liga de alumínio e as molas da suspensão são de plástico reforçado com fibra de vidro.

A carroçaria inclui uma subestrutura em forma de teia concebida para ter metal apenas onde é necessário, sendo que os espaços vazios são preenchidos com um material denominado UBQ, feito a partir de resíduos de aterro, explicou a marca. No tejadilho, o protótipo conta com diversos painéis solares que fornecem energia suplementar para o ar condicionado, luzes e ecrãs táteis e ainda um acréscimo de autonomia até 25km. Ao todo, pesa 1750 kg.

Quanto ao interior, o couro foi substituído por um material à base micélio (parte vegetativa dos cogumelos) e por fibras de catos. O piso é feito inteiramente de fibra de bambu. O tal ecrã tátil de peça única estende-se ao longo do habitáculo – cerca de 120 cm em resolução de 8K. E como todos os componentes no EQXX, também o sistema de som foi elevado ao patamar seguinte. Para ser mais expressivo e realista, o sistema é representado por um avatar em forma humana, composto por pequenas estrelas, baseado na jovem Mercedes Jellinek, filha de Emil Jellinek, antigo cliente da Daimler, segundo a CNN.

Por último, e sem detalhes minuciosos, sabe-se que o motor deverá ter uma potência em redor dos 150 kW (204 CV), proporcionando um consumo energético inferior a 10 kWh/100 km. A marca alemã pretende demonstrar o alcance do automóvel num teste de condução já esta primavera.
Arte sobre rodas. Mini lança tejadilhos criados em parceria com o Vhils Studio
É um exclusivo do modelo elétrico Mini Cooper SE e conta com unidades limitadas. O lucro do reverte para iniciativas de arte urbana em Portugal.
Conheça a história do supercarro dos anos 70 que viveu uma vida de clausura. O dono comprou-o mais para o adorar do que para o conduzir porque, durante quase 50 anos, o pobre veículo mal viu a luz do dia. Até que o dono morreu e um negociante de carros antigos o "libertou".
Não é bem isso. É mais uma segunda vida para o construtor que já foi inglês, mas mudou de bandeira, e que agora é uma marca chinesa fabricante de viaturas elétricas.
Ainda estamos em 2023, certo? Então este é o detentor do título de Carro do Ano na Europa: Jeep Avenger, o primeiro modelo da marca americana a vencer o troféu (e também o primeiro EV da Jeep) e o primeiro veículo 100% elétrico a consegui-lo.
O modelo da marca francesa de automóveis não só é fácil de estacionar, como pode ser conduzido a partir dos 16 anos. A Citroën oferece a possibilidade de total personalização, abrindo o elétrico ao mercado profissional. Falamos, claro, do Citroën AMI, que até já chamou à atenção do mercado chinês, que o copiou por cerca de 2000 euros.