11 relógios masculinos para apreciadores a sério
É já no próximo dia 27 de março que a hora volta a mudar e, desta vez, vamos perder 60 preciosos minutos de sono. Pelo menos temos mais uma boa desculpa para olhar para o pulso e cobiçar novos relógios.

Em vésperas da mudança para a hora de verão e de mais uma edição da Watches and Wonders, a grande feira mundial de relojoaria que começa já no dia 1 de abril, é tempo de fazer um resumo do que 2025 já nos ofereceu neste capítulo. E houve muitas novidades, vindas de pequenas marcas de nicho ou dos players mais históricos. Todos têm razões para celebrar.
Seiko Vanac
No início dos anos 1970, a Seiko lançou uma linha King Seiko com cores muito fortes e caixas de ângulos bastante pronunciados. Um relógio de época, sem dúvida. Surpreendentemente, os japoneses decidiram recriar a Vanac, com uma caixa inspirada nesses anos e uma bracelete em metal de design integrado – tão popular agora como foi nessa década. Quanto às cores, inspiram-se nas nuances do horizonte de Tóquio ao longo do dia, apresentando alguns tons bastante arrojados. A ausência de bisel ajuda a criar um look mais sofisticado, numa caixa de 41 mm e com um dos melhores calibres Seiko (8L45). PVP sob consulta (provavelmente a rondar os 3600 euros).

Krayon Anyday
A Krayon foi fundada há quase dez anos pelo relojoeiro Rémi Maillat em Neuchâtel e rapidamente surpreendeu o mundo com as suas complicações absolutamente originais, inovadoras e práticas. Este ano voltou a acertar em cheio com o Anyday, o primeiro relógio com "agenda mecânica" da história.
Simplificando, o Anyday apresenta todos os dias do mês num esquema de duas cores, uma para a semana de trabalho e outra para os fins de semana. E todos os meses ajusta automaticamente esse esquema, tornando muito simples perceber se determinado dia calha durante a semana ou quando será o último domingo do mês, por exemplo. Claro, simples e útil. Numa caixa em ouro branco de 39 mm. Preço: 91 514 euros.

Omega Seamaster Planet Ocean Worldtimer
A Planet Ocean é a coleção de mergulho mais profissional da Omega, com modelos que vão dos 600 aos 6000 metros de profundidade. Lançada há já 20 anos, recebe pela primeira vez uma função Worldtimer, que indica as horas em qualquer um dos 24 fusos. Especialmente útil para quem está a pensar mergulhar noutros países. Com 45,5 mm, não é um modelo pequeno, mas é surpreendentemente leve (143 g) por ter a caixa em cerâmica. Calibre 8938. Preço: 16 700 euros.

Unimatic x Massena LAB U1-SPG
A exploração espacial está de novo em alta, com o regresso à lua previsto já para o próximo ano. E, desta vez, as missões Artemis (deusa grega associada à lua e irmã gémea de Apolo) vão procurar estabelecer-se permanentemente no satélite.
Não é de estranhar, por isso, que comecem a surgir peças de relojoaria inspiradas no tema – como esta colaboração entre a Massena Labs (design de relógios) e os italianos da Unimatic (uma das marcas fetiche entre os novos apaixonados por relojoaria). Trata-se de um GMT, com o mesmo calibre que equipa o Seiko Sports Dive GMT, e uma caixa em aço com acabamento em Cerakote.
O laranja tão evidente remete para o Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês), que vai levar os astronautas até à lua. Uma edição limitada a 100 exemplares. Preço: 1200 euros.

Panerai Radiomir 8 Giorni Eilean
O Eilean é uma lindíssima escuna dos anos 1930 que a Panerai recuperou e que agora navega pelo Mediterrâneo e participa em provas de veleiros clássicos. Foi precisamente dessa recuperação – das muitas peças em bronze restauradas do barco – que provém o material para fazer a caixa deste Radiomir, numa edição limitada a 30 exemplares.
As velas também serviram de inspiração para o tom creme e rugoso do mostrador. Lá dentro mora o P5000, um calibre de corda manual com uns extraordinários oito dias de reserva de marcha. Mas o que distingue verdadeiramente este modelo é dar a cada feliz comprador uma experiência de descoberta pelas maravilhas da Sicília. Um relógio que oferece uma viagem. Preço: 50 mil euros (aproximadamente).

Ressence Type 7 GMT
Todos os modelos da Ressence têm a particularidade de se moverem com o tempo. Não se trata apenas dos ponteiros – todo o mostrador se move, contribuindo decisivamente para a noção do tempo a passar. Aos 15 anos da marca, essa característica ganha agora uma função GMT, facilitando a leitura da hora local e do segundo fuso horário. Caixa de 41 mm em titânio, calibre ROCS 7. Preço: PVP sob consulta.

Turbine Perrelet X Seconde/Seconde
A Perrelet é uma velha marca com origem em 1777 e, ultimamente, muito conhecida pelos seus mostradores "turbina", onde as pás giram livremente com o movimento do pulso. Isto permite algumas reinterpretações, como a do artista francês Seconde/Seconde, que incorpora um alerta de segurança no mostrador em vez do ponteiro dos segundos.
Um toque de humor, completado pela inscrição "1777 days since last injury" ou, no fundo de caixa (cristal de safira), pela frase "I truly love Art, but safety comes first". Calibre P-331-MH, COSC. Preço: 5180 euros.

Meistersinger Kaenos Open Date
A alemã MeisterSinger tem a particularidade de dar as horas "sem os frenéticos ponteiros dos minutos e dos segundos", como os próprios avisam. Ou seja, temos um único ponteiro, indicando literalmente o momento atual no tempo. Trata-se, sem dúvida, de uma abordagem mais descontraída às horas, e que ganhou agora um novo modelo, o Kaenos Open Date, com um disco central no mostrador e indicação da data às 12h. Calibre Sellita SW 200, caixa em aço de 40 mm. Preço: 2950 euros.

Louis Erard Regulator x GoS
A Louis Erard é conhecida pelos seus relógios reguladores, facilmente distinguíveis porque apresentam as horas num submostrador às 12h, os minutos no grande ponteiro central e os segundos noutro submostrador às 6h.
Agora, juntaram-se ao jovem relojoeiro sueco Patrik Sjögren e ao sócio e ferreiro Conny Persson, especializados em construir calibres e componentes em aço de Damasco – também utilizado no mostrador, o que lhe dá inúmeras nuances. Suíça e Suécia unidas por um relógio. PVP sob consulta (4250 francos suíços).

Vacheron Constantin Historiques 222
A Vacheron Constantin celebra 270 anos de história ininterrupta – mais do que qualquer outra marca se pode gabar. E começou o ano lançando um dos modelos mais aguardados pelos fãs, o Historiques 222, em aço.
Pai da atual coleção Overseas, o 222 foi lançado em 1977, mas desde então apenas tinha ressurgido em ouro amarelo. Era um desejo antigo e finalmente concretizado. Lindíssimo, com legado, mais casual e a metade do preço (ligeiramente acima dos 33 mil euros) da versão em ouro. Caixa de 37 mm, Calibre 2455/2.

Audemars Piguet Code 11.59
Quando os primeiros Code 11.59 foram lançados, há meia dúzia de anos, houve quem não lhes augurasse grande futuro. Mas por cá continuam e desempenham um papel importante na celebração dos 150 anos da Audemars Piguet (n.1875), com novos modelos em aço e mostradores em guilhoché, exibindo um padrão de círculos concêntricos repleto de nuances. Sobretudo neste esquema de cinzento, com pormenores em azul-escuro, disponível tanto na versão mais simples como na versão cronógrafo. Ou então no esquema azul esfumado do Calendário Perpétuo, que ainda estreia o calibre 7138, o qual passará a equipar todos os CP da marca doravante. PVP sob consulta (dos 22 aos 92 000 CHF). Caixa de 41 mm.

10 canetas que são verdadeiras obras de arte
No mundo da escrita, há canetas que vão além da simples funcionalidade – são símbolos de qualidade, conforto e sofisticação. Embora não sejam edições limitadas, destacam-se pelo design, materiais premium e desempenho excecional.
O tributo da Swatch ao Omega que foi à Lua
O novo MoonSwatch 1965 presta homenagem ao Speedmaster que em 1965 – faz exatamente 60 anos no próximo dia 1 de março – foi selecionado pela NASA, depois de testes muitíssimo exigentes, como o melhor relógio para participar nas missões da agência espacial.
Saint Laurent recria mobiliário de Charlotte Perriand
Durante a segunda semana de abril vai ser possível ver peças de mobiliário criadas pela famosa arquiteta e designer Charlotte Perriand. Sob a direção criativa de Anthony Vaccarello, a Saint Laurent reproduziu-as, pelo que estarão disponíveis em edição limitada, sob encomenda.
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A Diretora do Programa de Gestão do Luxo da Universidade Católica diz que Portugal tem produtos deste segmento, mas não consegue criar marcas de luxo. A Must aproveitou a conferência Negócios do Luxo para conversar com ela sobre o que tem de ser feito para mudar esse cenário.