Seremos todos capazes de cometer assassínio? Um criminologista responde
David Wilson, professor de criminologia na Universidade de Birmingham City, em Inglaterra, tira as dúvidas a limpo.
O ser humano é fascinado por séries criminais. Por assassinos em fuga e por documentários sobre serial killers. Se não houvesse uma ponta de verdade nesta afirmação, grandes plataformas de streaming como a Netflix e os tradicionais canais de televisão como o AXN ou o Fox Crime não investiriam neste tipo de conteúdo. Mas fazem-no.
O mais recente, a minisérie Inside Man da BBC, explora a ideia de que toda a gente é capaz de matar alguém, e que é apenas uma questão de se encontrar a "pessoa certa". Mas será mesmo assim? David Wilson, professor de criminologia na Universidade de Birmingham City, Inglaterra, acredita que não, conforme explicou em entrevista ao jornal The Independent. É seguro acreditar nas palavras de Wilson, que trabalhou durante anos com criminosos.
A ideia de que todos somos um potencial assassino é um "disparate", começa por dizer. Até porque todos temos dias maus, e "conhecemos pessoas de quem não gostamos particularmente. Mas se estivéssemos a matar da forma como Jefferson Grieff (a personagem interpretada por Stanley Tucci, um assassino que aguarda pelo seu dia de execução na prisão) diz que o fazemos [na série], então o número de homicídios seria muito maior do que realmente é". Além disso, "não nos devemos preocupar com o facto de sermos obcecados com o género criminal", dado ser um tema tendência desde a era vitoriana, sossega-nos o especialista, lembrando que as execuções públicas eram muito populares há alguns séculos. O escritor cria este tipo de histórias porque proporcionam drama e são bem recebidos pelo espetador, principalmente as de homicídios não resolvidos.
Não existe mesmo nenhuma veracidade na ideia de Jefferson Grieff? Não. Aliás, é um argumento falso bastante usado pelos assassinos, com destaque para os serial killers. "Ao insinuar que estamos todos a um passo de matarmos, tentam livrar-se da sua responsabilidade pessoal", e o meu trabalho é fazê-los compreender que eles são totalmente responsáveis pelas suas ações, porque uma pessoa comum não mata, afirmou Wilson à mesma publicação.
Por fim, o professor de criminologia deixa um alerta: em alguns casos de obras cinematográficas, os assassinos são descritos como alguém "glamouroso" e com interesses sofisticados. Isto torna-se um problema porque, segundo o mesmo, em vez do foco estar nos problemas sociais do indivíduo, as séries tornam-se uma espécie de "relações públicas", retratando-o de forma "demasiado simpática".
Como apanhar um assassino. Este homem sabe
Richard Taylor conta a Audrey Ward como foi trabalhar com alguns dos mais célebres criminosos do Reino Unido, desde o “Estripador de Camden”, Anthony Hardy, até ao imã radical Abu Hamza. Por Audrey Ward
Alec Baldwin não foi o primeiro. As trágicas histórias dos acidentes com adereços em Hollywood
Se Hollywood tivesse aprendido com os seus erros, a morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins devido a um erro ao ser disparada uma “arma-adereço” poderia ter sido evitada.
Rodolfo Lohrmann. A história do argentino assassino de filhos de governantes que Portugal deixou escapar
"El Ruso", como era conhecido este criminoso violento nascido na Argentina, estava preso por assalto a bancos e joalharias, mas no seu país de origem sequestrava jovens de famílias ricas, exigia resgates e, por vezes, assassinava-os mesmo depois de ter recebido o dinheiro. Fugiu da cadeia e está a monte.
Os maiores (e mais insólitos) roubos de joias em Cannes
Nos últimos 76 anos, as ruas desta cidade têm-se enchido de histórias. Mas um pouco de ficção pode ser perigoso, especialmente se conjugada com muitas joias.
Um edifício histórico do século XIX, localizado entre o Marquês de Pombal e as Picoas, foi requalificado de forma a albergar cinco apartamentos de luxo. Um deles com piscina inserida numa área de jardim quase tão grande quanto o interior da casa.
Sete copos, sete símbolos de fortuna. A coleção da nova marca do Grupo Vista Alegre transforma cada café num ritual de sorte.
Mansões que valem milhões, carros topo de gama, jatos privados e capas de telemóvel no valor de 35 mil euros — assim gastam as suas fortunas os melhores jogadores do mundo. Mas existe, também, um lado solidário que os craques da bola nunca esquecem. E isso, sim, é “jogar bonito”.
Máquinas fotográficas com cunho artístico, um telefone inusitado e uma caixa anti germes. Uma maneira de evitar o barulho e um robot “pet friendly”.