Deve fazer exercício quando está doente?
Gripes e constipações são a fruta da época. O que deve fazer um viciado em desporto quando dá por si todo entupido e cheio de febre? É possível que tenha a tentação de expelir – ou afogar – o vírus com ondas de suor. Mas será isso boa ideia? Fomos investigar.
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Numa daquelas coincidências cósmicas que não têm graça nenhuma, a jornalista que está a escrever este texto está, há cinco dias, com uma gripe que a atingiu como uma saca de cimento. Um dia uma pessoa está, descontraidamente, a tomar café numa esplanada ao lado de uma senhora idosa com tosse de cão, três dias depois, está de cama com 38º de febre e dores no corpo todo. Mistérios. E embora esta que vos escreve deteste ginásios, corridas e treinos de alta intensidade, a verdade é que é raro passar um dia sem que faça uma boa caminhada vigorosa de mais de uma hora, e, sempre que possível, faz os seus recados e cumpre as suas obrigações a pé. E, estando já saturada de estar em casa, mas ainda longe de estar curada, impõe-se a pergunta que não quer calar: quando é que uma pessoa adoentada pode voltar a fazer exercício? E, já agora, será que suar em barda não faz com que o vírus vá embora mais depressa?
Se é o tipo de pessoa que faz exercício 365 dias por ano, estilo Cristiano Ronaldo, é provável que, estando doente, dê por si a entrar em desespero por ver a sua forma física a definhar. E é também provável que se esforce por saltar da cama – ou, no melhor dos casos, rebolar para fora da cama – para voltar à sua rotina de fitness, acreditando que está a fazer uma coisa boa. Só que isso é um erro que pode arrastar a sua convalescença durante semanas. David Nieman, professor de saúde e motricidade humana na Appalachian State University e diretor do Laboratório de Performance Humana no North Carolina Research Campus , disse à revista norte-americana GQ que "tentar expelir o vírus a suar fará apenas com que os sintomas piorem e permaneçam durante mais tempo".
De acordo com este investigador, um dos riscos mais graves de forçar o corpo a fazer exercício antes que ele esteja pronto é a possibilidade de desenvolver síndrome de fadiga crónica, algo que Nieman já viu acontecer dezenas de vezes ao longo da sua carreira. Isto porque lutar contra um vírus, seja ele qual for, já é um trabalho duríssimo para o sistema imunitário. Além disso, de acordo com um estudo elaborado por este investigador em 2018, exercício físico intenso ou prolongado pode suprimir o sistema imunitário durante horas e até dias, deixando a pessoa mais vulnerável a doenças. Portanto, se, por um lado, uma atividade física leve a moderada, como caminhar, nadar, fazer ioga ou andar de bicicleta, aumenta as defesas, por outro, o exercício vigoroso pode ter o efeito oposto pelo que deve ser evitado não só quando a pessoa está a combater uma doença, mas também quando familiares e colegas de trabalho à sua volta estão doentes – ou seja, quando está em risco de ser contagiada.
Portanto, se, apesar de todos os seus esforços, ficou mesmo doente, o melhor que tem a fazer, até que os sintomas desapareçam completamente, é sopas e descanso. Se tiver muita vontade de se mexer, tente fazer alguns alongamentos e agachamentos, mas nada que aumente o ritmo cardíaco. Quando se sentir recuperado, deve voltar a fazer exercício de forma gradual. Nieman explica que o melhor é começar com caminhadas e que "só duas semanas depois de os sintomas terem desaparecido por completo é que pode começar a aumentar o ritmo".
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