Concorde. O glamour e as histórias de espionagem sobre o avião que juntou a velocidade ao luxo
Uma nova série de televisão prepara-se para contar tudo sobre a guerra que travaram engenheiros britânicos e franceses contra espiões do Kremlin, para conseguirem transportar passageiros mais rápido do que a velocidade do som.

Drama, espionagem, glamour, heróis e o triunfo anglo-francês sobre as duas superpotências da época compõem o argumento para uma nova série televisiva pensada por Klaus Zimmermann. O produtor alemão radicado em França é dono da empresa Dynamic Television que está a montar uma ambiciosa série de ficção que conta a história das pessoas por trás deste mítico avião.


Em boa verdade, a corrida pelas viagens aéreas supersónicas já havia começado cerca de 30 anos antes, quando o americano Chuck Yeager pilotou uma aeronave que ultrapassou a velocidade do som. Os governos britânico e francês assinaram um acordo para trabalharem juntos na tecnologia de ponta, e para juntos derrotarem os russos nesse mesmo processo.

Ao The Times, Zimmermann explicou: "Há uma história de espionagem. Há também uma história social porque é a mudança entre os anos 60 e 70, que foi uma revolução social. É um avanço na tecnologia. É uma aventura industrial (...) A espionagem foi feita pelos russos, que roubaram os planos do Concorde para construir o Tupolev e a sabotagem foi principalmente obra dos americanos, que tentaram prejudicar o avião europeu depois de a Boeing ter abandonado a corrida supersónica. Ninguém, excepto, os franceses e os britânicos queriam que o Concorde fosse um sucesso".
Celebridades como a princesa Diana, Phill Collins, Mick Jagger, entre tantos outros, experimentaram a embarcar num Concorde para atravessar o Atlântico em menos de quatro horas. O Concorde viajou ao dobro da velocidade do som, chegando a reduzir o tempo de voo entre Londres e Nova Iorque para apenas três horas e meia. Phil Collins, por exemplo, ficou conhecido por poder tocar em ambas as edições do Live Aid (a de Londres e a de Filadélfia) no mesmo dia, graças ao Concorde.
Elizabeth Taylor, Sean Connery e Sting também reservaram lugares, bem como o primeiro-ministro britânico James Callaghan, que voou no Concorde para se encontrar com o presidente norte-americano Jimmy Carter em Washington D.C. Também Isabel II e o marido, o príncipe Phillip, viajaram de Concorde para o Kuwait, América e Barbados em 1979.

E tudo era de facto um luxo no interior deste avião: os uniformes eram da Hardy Amies e as refeições dos Chefs Alain Ducasse e Anton Mosimann do famoso hotel londrino The Dorchester. Consta que Andy Warhol ficou tão impressionado com os talheres personalizados da autoria do designer Raymond Loewy, que não resistiu em comprar as ditas peças quando aterrou.
Uma viagem no Concorde dava direito a check-in personalizado e a champanhe antes da descolagem. Os passageiros eram cuidadosamente escoltados até aos seus lugares e chamados pelo nome. À saída do avião, já depois da aterragem, eram entregues lembranças.

A série está a ser escrita por Stéphane Cabel, um argumentista francês. O realizador será Thomas Vincent, que fez a série Bodyguard e foi um dos realizadores de Versailles, série de 2016. A estreia está prevista para 2025.
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