Nunca o auto-retrato esteve tão em voga. Afinal, o que é uma selfie, com todos os seus filtros, jogos de luz e possíveis adereços, senão um auto-retrato dos tempos modernos? A diferença é que se ao longo da história esta forma de expressão estava reservada aos artistas, pintores e fotógrafos em particular, hoje, como se sabe, somos todos artistas – muitas vezes, para mal dos nossos pecados. Seja como expressão pessoal, permitindo ao artista explorar a sua identidade e emoções; como estudo técnico, para treinar técnicas de pintura, desenho ou fotografia; ou como manifesto artístico, permitindo comunicar uma visão política, social ou filosófica; o auto-retrato tem um lugar importantíssimo na história da arte. Se isto é algo que lhe interessa, saiba que a Assouline vai lançar, em março, o livro Self Portraits: From 1800 to the Present, ou seja, Auto-Retratos: Desde 1800 até Aos Dias de Hoje.
Esta edição especial conta com mais de 60 auto-retratos cuidadosamente selecionados para análise, permitindo aos leitores admirar algumas das mais magníficas obras da história da arte, desde Claude Monet, Félix Vallotton e Gustave Caillebotte a David Hammons, Elizabeth Peyton e Steven Shearer.
O livro está organizado cronologicamente. Página após página, o leitor é imerso numa verdadeira galeria de arte, onde as obras podem ser contempladas de forma isolada, sem qualquer distração — uma jornada íntima através da história da arte por meio do auto-retrato. Philippe Ségalot e Morgane Guillet, os curadores desta seleção de obras, criaram uma coleção de auto-retratos, alternando entre figuras icónicas e outras menos conhecidas.
A seleção abrange uma variedade de meios, desde a pintura tradicional à fotografia, demonstrando, à medida que nos aproximamos do presente, como os artistas continuam a redefinir o género. Embora algumas peças não retratem necessariamente os próprios artistas, todas representam a sua interpretação pessoal do que um auto-retrato pode ser, mostrando o que escolheram revelar, como desejavam ser vistos e como encaravam a sua própria imagem através da arte.
Philippe Ségalot é um negociante e consultor especializado em arte contemporânea. Já Morgane Guillet estudou História da Arte em Paris e trabalha como gestora de estúdio, primeiro para o fotógrafo Jean-Baptiste Huynh e atualmente para a pintora Nathanaëlle Herbelin. A escolha das obras e o prefácio do livro ficou a cargo destes dois especialistas, enquanto a introdução é assinada por Robert Storr, antigo reitor da norte-americana Yale School of Art.
Self Portraits: From 1800 to the Present – um verdadeiro objeto de coleção – custa 150 euros e estará disponível para compra no site da Assouline a partir de março.